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Waldemar Guimarães

Artigos

WHEY PROTEIN OU CASEÍNA? QUAL É MELHOR?

Por:

OSVALDO NETO

Mestre em Ciências Farmacêuticas

Especialista em Fitoterapia

Especialista em Nutrição Esportiva

Especializando em Nutrição funcional

Nutricionista da equipe de treinamento do professor Waldemar Guimarães

Contato: (047) 33619105 – 88495532 – 78127751 – 96*48944

E-mail: osvaldo_rosarioneto@hotmail.com

Atualmente, muito se fala da importância da CASEÍNA em um programa alimentar com objetivo de ganho de massa muscular, tirando, certas vezes, o protagonismo da famosa proteína do soro do leite, mais conhecida como WHEY PROTEIN. Mas afinal, qual das duas é mais importante? Em primeiro lugar, podemos dividir as proteínas em anabólicas e anticatabólicas, sendo a WHEY PROTEIN anabólica pela sua ação rápida, e a CASEÍNA anticatabólica pela sua digestão lenta. Aproximadamente uma hora após a ingestão de uma quantidade quase equivalente de proteínas, o nível plasmático de aminoácidos é muito mais elevado nos usuários de WHEY PROTEIN do que nos que consumiram CASEÍNA. Entretanto, três horas após a ingestão, o nível de aminoácidos do grupo WHEY PROTEIN retornou ao nível anterior ao consumo, enquanto ele permaneceu elevado no grupo CASEÍNA. A absorção lenta da CASEÍNA é explicada em grande parte por uma precipitação que ocorre no estômago em contato com o meio ácido. A vantagem dessa precipitação é que o usuário não teria a necessidade de fracionar a ingestão proteica frequentemente, por isso se aconselha a ingerir a CASEÍNA à tarde ou à noite. Por outro lado, o uso do WHEY PROTEIN é aconselhado pela manhã ao acordar e logo após o treinamento. Contudo, a ciência quase nunca é exata, e alguns artigos científicos comprovam que indivíduos que ingeriram CASEÍNA logo após o treinamento tiveram o mesmo resultado em relação à síntese proteica (ganho de massa muscular) do que aqueles que consumiram WHEY PROTEIN. Vale ressaltar, que o WHEY PROTEIN é rico em LEUCINA, aminoácido essencial para síntese proteica que gera um ambiente totalmente anabólico quando ingerido logo após o treino, todavia sua concentração na CASEÍNA é insignificante. Diante desta confusão gerada pela suplementação de CASEÍNA e WHEY PROTEIN recomenda-se muitas vezes misturar as duas proteínas. O objetivo desta combinação é copiar a composição do leite materno humano que combina efetivamente cerca de 50% de WHEY PROTEIN e 50% de CASEÍNA. A ideia é que, se essa mistura estimula o crescimento de recém-nascidos, fará o mesmo com os músculos. Outro argumento é que o anabolismo produzido pelas proteínas rápidas combina-se favoravelmente com a ação anticatabólica e de longa duração da CASEÍNA. Para potencializar ainda mais esta mistura recomendo adicionar na suplementação o colostro, que é o leite produzido pouco antes e imediatamente após o parto. Evidentemente, o colostro disponível como suplemento é o de vaca, e não o da mulher. O colostro é rico em fatores de crescimento como o IGF e em estimulantes do sistema imune. No trabalho realizado por Mero (1997 e 2002) ficou evidente um aumento significativo de IGF no grupo suplementado com colostro bovino de aproximadamente 15% em relação ao grupo que utilizou somente WHEY PROTEIN. Entretanto, outros pesquisadores tentaram reproduzir este resultado e os valores ficaram muito abaixo, ou seja, os resultados ainda são inconclusivos. Esta combinação de WHEY PROTEIN + COLOSTRO + CASEÍNA parece razoável, mas não avaliada cientificamente, entretanto vale destacar que a prática sempre está na frente da ciência.


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